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Trecho de Velho Piano, poema de “Ruído Branco”

02.fev

Velho Piano Quero queimar meu navio Deixar a corda no rio Na cinza da estrada Nada Na água escura Nada é loucura Nem Deus me espera No meio das pedras…

O novo show de Ana Carolina, Ruído Branco.

01.fev

Rodrigo Faour, que assina com Ana Carolina o roteiro do show “Ruido Branco”, escreveu suas impressões na estreia carioca da apresentação, que estará dia 9 de fevereiro no Teatro Santander em SP. Confira:
“Ruído branco” – um show que emociona além do tempo regulamentar.
O novo show de Ana Carolina é diferente de tudo o que se poderia esperar de um “show de Ana Carolina”. Ao invés de se divertir com suas baladas românticas, sambas ou canções dançantes, este exige mais concentração. É para se apreciar atento e senti-lo dentro da alma. Num mundo cada vez mais histérico, maniqueísta e superficial, eis que me deparo com um espetáculo experimental, poético, interiorizado, reflexivo, profundo, em que a gente sai mexido, desnudado, querendo voltar.
Sentadinho na primeira fila do Teatro Bradesco (RJ), esqueci a amiga e me encantei com a Artista com A maiúsculo que estava diante de mim. Uma cantora colecionadora de hits que, aos 18 anos de carreira, teve a coragem de abrir mão de todo o seu repertório e criar algo totalmente novo, expondo pela primeira vez suas inquietações existenciais, motivada pelo seu livro de poemas e reflexões recém-lançado, “Ruído branco”. Pela primeira vez seu “eu” verdadeiro aparece na frente do eu-poético das tantas canções que interpretara até então.
É claro que este mergulho dentro de si não a fez deixar ser expressionista, pois ela nunca foi intérprete de medir ou regular emoções. Elas estão lá – cortantes, fulgurantes –, mas o apelo é outro. E os temas, muito mais diversificados. Com direito também a vídeos idealizados, filmados ou editados por ela. Por mais que já soubesse previamente de todo esse teor multimídia do show – pois acompanhei os ensaios – o impacto de vê-la ali desnudando seus fantasmas, fantasias, dores, amores, paranoias e anarquias acumulados pela vida dessa forma tão criativa – foi de arrepiar.
Logo no poema de abertura, “Rotatória”, declamado por Maria Bethânia, já se vê o teor existencial do show. Ana também abre o próprio livro e recita alguns outros que versam sobre sua ambiguidade sexual (“Eu e eu”), suicídio (“Andaime”) ou sobre o amor por sua companheira (“Pra ela”). Decidiu também musicar alguns que são verdadeiros mosaicos de pura arte pop comparando nosso interior com a nossa carcaça (“A pele”) e a situação caótica do planeta atual (“Qual é”). Mais adiante vamos nos deparar no telão com o ator Lázaro Ramos num poema gaiato (“Não leiam”) e a atriz Camila Morgado no emocionante “O silêncio”, a respeito de sua relação com o pai que não chegou a conhecer. Soube intercalar canções novas de sua autoria e jovens autores com o melhor da MPB e do pop nacional, em que há poética de primeira para dar e vender. Momentos líricos, momentos tensos, momentos amorosos. Nas doses certas.
Tive o prazer de ajudá-la a elaborar este roteiro que ela me deu a honra de assinarmos juntos, mas não se enganem. Ana tem o domínio total do que quer, do que busca e tem a mão forte sobre tudo o que faz. Não aceita imposições. É muito verdadeira e sabe que às vezes é preciso dar ao público não apenas o que ele quer, mas também o que ele nem sabe que quer por não ainda conhecer. Ou seja, é possível ser uma artista pop e contemporânea e disseminar poesia e reflexão, por que não?
É muito emocionante assistir a este novo show junto com seu público, normalmente super eufórico e efusivo, mas que desta vez se mostrou concentrado, respeitoso e emocionado com esta sua nova faceta. Com também é bonito observar de perto sua evolução como cantora, compositora, poeta e “cantriz” sobre o palco, e ver que apesar de ter conquistado milhares de fãs e tantos sucessos-chiclete ela não se sente confortável em apenas deitar sobre os louros da fama. Ela quer dizer algo mais, provocar os fãs, sair da zona de conforto. Isto para mim é ser um artista de verdade. Preparem-se porque o novo ruído de Ana é intenso, reverbera dentro da gente e transcende ao tempo do show.
​​​​​​​​Rodrigo Faour
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Estréia “Ruído Branco”, novo show de Ana Carolina.

20.jan

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Ana Carolina estreia novo show, “Ruído
Branco”, inspirado em seu livro de poesias
Lançado em dezembro de 2016, “Ruído Branco” apresenta
suas poesias, contos e pinturas.
O “show-livro” também contará com músicas já consagradas da
cantora, poemas musicados e versões de canções que a
inspiram
No dia 27 de janeiro, Ana Carolina estreia seu novo show, Ruído Branco, no Teatro
Bradesco, no Rio de Janeiro, e segue para São Paulo, no dia 09 de fevereiro, no Teatro
Santander. A produção inédita é descrita pela cantora como “show-livro”, com
projeções criadas a partir dos seus poemas e com declamações de Maria Bethânia,
com “Rotatória”, Lázaro Ramos, com “Não Leiam”, entre outros. Ana Carolina cantará
algumas canções de outros compositores que admira, como “Todo sentimento”, de
Chico Buarque/Cristóvão Bastos, “Beijo Partido”, do também mineiro Toninho Horta,
“Paula e Bebeto”, de Caetano/Milton Nascimento, “Vai que dá certo”, de Emerson
Leal, “Oceano”, de Djavan, entre outras. Enfim mostrará as melodias que fez para as
poesias musicadas que seus leitores conhecem apenas as letras: “A Pele”, “O Velho
Piano” e “Qual é” (esta já apresentada em seu show solo).
O “show-livro” não se trata de uma obra intimista: é uma experiência de música,
literatura e arte visual, com vídeos concebidos a partir dos poemas escritos. O
espetáculo é uma “obra viva” e apresenta, no mesmo palco, alguns dos muitos
talentos da artista, que estará acompanhada pelo músico, tecladista violonista e
programador Thiago Anthoni.
A produção inspirada em um livro é a primeira em que o autor, tanto da obra literária,
quanto do show, são a mesma pessoa.
“Ruído Branco foi uma surpresa para mim. Depois de receber o convite da editora para
fazer um livro, reuni o material que escrevi ao longo da vida, sem pretensão de um dia
escrever um livro. Dediquei tempo para novos escritos, acrescentei minhas pinturas na
edição final e achei que seria bom unir música e poesia no mesmo projeto. O show
Ruído Branco é o resultado da união das minhas paixões.”, contou a cantora.
O livro é a primeira incursão literária de Ana Carolina e reúne poesias, contos, letras de
canções inéditas, além de reproduções dos quadros que pinta.
“Ruído Branco não é obra de iniciante, mas de veterana da escureza. Sua estreia já
nasceu antiga, como antologia. Parece escritora comemorando 20 anos de carreira. Ela
pode passar o discurso de que não tem nenhuma pretensão, de que está brincando, de
que são versinhos. Não caia nesse papo de humildade. Ou o poema sangra ou o poema
corta, não há meio termo na passionalidade lírica de AC. Ou é quente ou é infernal.”
Fabrício Carpinejar
“O homem que há em mim se apaixonou perdidamente pela mulher que sou.”
Ruído Branco foi recebido com grande entusiasmo pelos fãs da cantora, que chegaram
a dormir em filas nas vésperas dos lançamentos no Rio de Janeiro e em São Paulo.
O livro de capa dura apresenta algumas telas e fotos exclusivas de sua intimidade,
além de textos nos gêneros poesia urbana e prosa poética, onde os leitores são
apresentados à escritora Ana Carolina. Suas páginas abrigam mais de 50 poesias,
prosas e letras inéditas escritas ao longo da sua vida e divididas em quatro temas:
POESIA / PROSA / POESIA MUSICADA E CADERNINHO (um fac-símile de textos escritos
em uma máquina de escrever quando Ana tinha apenas 12 anos!).
Ana se expõe como poucas vezes:
“Lembro-me criança brincando sentada no chão do quintal e minha mãe chegando com
sua sombra que me cobria inteira. Trago comigo essa sombra mesmo depois de muito
tempo. Quando estou mal ainda posso ficar debaixo dela.”
Ana Carolina.

Teatro Bradesco Rio!
Dia 27 de Janeiro de 2017
http://bit.ly/2iJ04BA

Show Ruído Branco estréia no Rio de Janeiro

29.dez

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RUÍDO BRANCO

A cantora, compositora e multi instrumentista mineira Ana Carolina, apresenta dia 27/1/17 no Teatro Bradesco, seu mais novo show – “Ruído Branco”.

Descrito pela artista como um ” show-livro”, o novo espetáculo tem como espinha dorsal seu livro ” Ruído Branco”, primeira incursão literária no qual reúne poesias, contos, letras de canções inéditas, além de reproduções dos quadros que pinta.

Acompanhada pelo multi-Instrumentista Mikael Mutti, Ana interpretará canções próprias e de compositores que admira como ” Oceano” de Djavan e alguns poemas musicados como ” A Pele “, ” Qual é” e ” O velho piano”.

Em “Ruído Branco”, Ana Carolina explora sua relação com o universo das letras, suas influências literárias e sua paixão pela prosa e poesia. O show é uma obra viva, carregada de cores autobiográficas e que reúne no mesmo palco alguns dos muitos talentos da artista.

Lançado em Dezembro de 2016 pela editora Planeta, “Ruído Branco” foi recebido com grande entusiasmo pelos fãs da cantora que chegaram a dormir nas filas nas vésperas dos lançamentos no Rio de Janeiro e São Paulo.

Dia 27 de Janeiro – Teatro Bradesco – Show Ruído Branco – Rio de Janeiro
http://www.teatrobradescorio.com.br

Ana Carolina visita passado e trata de conflitos internos em livro de estreia

23.dez

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http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/12/1843848-ana-carolina-visita-passado-e-trata-de-conflitos-internos-em-livro-de-estreia.shtml

“Ruído Branco” e a Ana Carolina de todo mundo

20.dez

No primeiro livro, artista se divide em “Poesia”, “Prosa”, “Poesia Musicada” e “Caderninho”

Pierre Bourdieu (1930–2002) alertara no ensaio A ilusão biográfica (1986) sobre o perigo de condicionar integralmente a leitura de uma obra — forma, contexto, estilo e conteúdo — a elementos da trajetória pessoal de seu autor ou autora, como se um(a) explicasse o outro e o outro este (vago) um(a). A despeito de debates acirrados e intermináveis da questão, obviamente válidos, Ana Carolina avisa: “Esta é uma poesia-prosa autobiográfica”. Ruído Branco (Editora Planeta, 2016) nubla todas as distinções entre a compositora, a poeta e quaisquer personas que aqui se podem convergir. A Ana Carolina deste Ruído conflui sons, (outras) cores, vazios, dilemas e escuridões que, de tão complexas, ruidam no silêncio-paz da palavra de grito traído. A experiência é sinérgica: queima, porque o fogo é sua forja. Fere, porque ferida. Sangra e faz sangrar até a última gota, primordial de um eu reinventado na dor de ausências/presenças, vazios e alguns silêncios autoimpostos. Experiência de mulher, da menina-mulher que sempre a persegue para protegê-la, e ao corpo — sede encarnada d’alma, de si, coisa intermitentemente desconhecida. Da mulher à menina, da outra para o eu-menina ou de uma fronteira a outra da mesma imagem (ir)refletida, Ana atravessa em quatro seções o árduo caminho de ser, ver e ouvir uma solidão, a sua, fazendo-o busca para o silêncio companheiro, enfim reconciliado com a própria história. Ou não.
“Poesia” é pulo ao mar. A mulher que é, tornou-se. E assim se forjou. É o outro do “outro aqui dentro”. Se há homem em mulher e mulher em homem, ambos, então, apaixonam-se perdidamente no “meu silêncio entrecortado”. De si são sempre alheios. As ruas, físicas ou não, síntese deste movimento, atravessam-se calmas, embora o desejo em ser o que não se é devasse o de dentro. O canto levanta as memórias, suas e de si, inscritas na pele, travessia de dores e passados reinventados entre arrependimentos presentes. Este escuro “tem outro escuro dentro”. O escuro é o teatro sigiloso de si consigo mesma. Palavra é choro e, da música do MP3, Ana salta para pedir consolo. Logo ela, colo de todas/todos que lhe pediram socorro e companhia, mesmo de lágrimas, nos momentos de maior dor. Sabê-lo é música e, se é música, é toque. E colo de novo. É chão. Não há outra solução que o abraço definitivo, “pra sempre”, mesmo correndo-se o risco de não voltar a si. Ou a mim, ou a nós. A dor é seca, e o problema é nunca resolvê-la. Antes conseguisse submetê-la às palavras. A dor tem todas as idades.
“Prosa” é história dentro de histórias, lembrança do que foi ou se queria ser. E se é. Há a passagem pelas ruas do tempo em Firenze, onde esse caminhar entrecortou a solidão e foi ele mesmo solidão, choro de angústias passadas e recentes, dos erros silenciosos nunca contados, da completa efusão e tristeza repentinas, ou dos excessos e faltas. Há a descoberta de si em si mesma, e no corpo, ou corpos, em gozo. Ir era tão prazeroso quanto se derramar no desejo. “Não sabia sequer os nomes.” Sem dúvida, foi como ver um “arco-íris no céu”. Há a Amsterdã vista do quarto de um hotel — aliás, conhecida num quarto de hotel. Há o revolver de memórias ou lembranças furtivas do inconsciente na sala forrada de jornais e na tela, ou lona, em branco. Nem o vermelho basta para esconder o que se quer esconder, ou ao menos fingir. Não há azul, ou cinza, ou o violeta violento do envolvimento entre o vermelho-refúgio-esconderijo e o azul-homem-e-seu-inconsciente. Ana está em cima, no meio, entre. É “aquilo que passa”. Não há nome, significado ou fala que dê conta do ímpeto de ver-se acompanhada “das minhas dúvidas, do meu passado, da minha força”. O Café de Flore de Paris integra o pequeno grande pedaço da memória do amor que fervilhava e desfez-se nas “diferenças conversadas” e outros defeitos. A distância e o silêncio consomem, mesmo entre iguais. Nunca será possível concluir nada quando se trata do outro, ou outra. Não há calma. No fim, vai-se ao encontro e ao amor tudo torna. Até na imaginação, e no silêncio que aí há, forja-se a existência de si mesma, e da outra irmã, para proteção. Essa dor é terreno onde tudo cabe e ainda pode doer. É poço-sede de uma raiva intermitente por não realizar um a um os sonhos sonhados ontem, hoje e sempre. A selva que há em Ana se cala, e o nível do rio-água-espelho-de-si aumenta a ponto de não conseguir voltar. Ser quem se é, ou busca, exige uma travessia sem retorno, talvez a lugar nenhum. Se este movimento é caminho, então, que nunca se volte. Ou se arrependa. Também aqui, Ana mostra algumas pinturas ainda não conhecidas pelo grande público.

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“Poesia musicada” traz composições inéditas e sem registro fonográfico, embora Qual é? (Ana Carolina) tenha ganhado espaço na turnê do espetáculo Solo, iniciada em novembro de 2015. O “ruído branco” que dá nome ao livro também aparece no soar caótico de seus versos. A pele deste corpo, do fundo, do medo ou não do incansável, e do desconhecido, é a expressão que fica. Pele é poro, e poro tudo transmuta. Sacia à medida que é preenchido. Nada vem a qualquer preço. Se vale a pena, então, vale a pele. As poesias musicadas são mais uma dentre as várias peles de Ana dispostas nos momentos capturados pelas lentes de Nelson Faria.
“Caderninho” condensa as poesias escritas pela menina de 11/12 anos, que já em tenra palavra se deparava com seus sepulcros, alguns silêncios, almas penadas e os rastros dos pés de qualquer amor “no peito da gente”. Ela espera sem saber por quem mais pode esperar, a não ser por si mesma entre os próprios corredores d’alma. A Ana menina ainda escreve para não ser sempre sua única destinatária, embora, hoje, sua mensagem seja acolhida por tantas outras e vários outros. Na menina e na mulher, a felicidade existe entre uma tristeza quieta, feridas abertas para a autocura nunca totalmente alcançável. O tempo não as desperdiçou. Não desperdiçaria. A saudade chora, e a lágrima recolhida é melodia que embala e corta feito vidro na pele. Perdão dói, e na mulher não para de doer. Não parará. É preciso ter coragem para ser e viver mulher neste mundo.
Ana é coragem. Ana é liberdade. Ana é choro de branco mar que entra pelos olhos, agita e regurgita o que (me) invento. Não quero saber quem ela é, como vive, o que ouve ou sente. Se o fizer, irei desconhecê-la para sempre. Ler, cantar e ouvir Ana Carolina é desconhecê-la ainda mais, porque é a mim que encontro no escuro do escuro de dentro. A busca é pele e, se é pele, vale a pena.

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Texto: Thainá Seriz
Fotos: Nelson Faria
Todos os direitos: A Mulher do Piolho
www.amulherdopiolho.com.br

Ruido Branco – Sentimento Revirado

20.dez

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Ruído Branco, livro de Ana Carolina, lançamento no Rio de Janeiro

09.dez

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RUÍDO BRANCO (RIO DE JANEIRO)
– As senhas serão distribuídas na Livraria da Travessa do Shopping Leblon no dia do evento, 13/dezembro, terça-feira, a partir das 10h mediante a compra do livro “Ruído Branco” na Livraria da Travessa – unidade Leblon, que já estarão previamente autografados pela autora.
– É obrigatório ter o livro “Ruído Branco” para participação no evento. O mesmo estará à venda no dia para aquisição na Livraria da Travessa do Shopping Leblon com brinde exclusivo.
– Serão distribuídas 400* senhas sendo: 1 (uma) senha por pessoa que dá direito a autógrafo em 1 (um) livro no dia do evento.
– O atendimento será por ordem de chegada.
– Ana Carolina estará a partir das 18h no terceiro piso do Shopping Leblon (em frente à loja Le Lis Blanc) para tirar foto com os leitores com senha e nominar os autógrafos.
– Não serão permitidos autógrafos em itens que não sejam o livro, ou seja, discos, camisetas, CDs, fotos, marcadores, etc.
– Não serão permitidas fotos com câmera e/ou celular, gravação de áudio para WhatsApp, vídeos para o Snapchat e qualquer captação de imagem e som na mesa dos autógrafos.
– Um fotógrafo profissional fará as fotos – uma por pessoa – e as mesmas estarão disponíveis em até 5 dias úteis no Facebook da Editora Planeta (http://www.facebook.com/PlanetadeLivrosBrasil/).

*o número de senhas pode ser modificado de acordo com a disponibilidade, sem prévio aviso.

www.ruidobrancoanacarolina.com.br

www.ana-carolina.com

Ruído Branco, em breve nas livrarias do Brasil.

18.nov

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Ruído Branco, primeiro livro de Ana Carolina, já em pré-venda nas melhores livrarias do Brasil.

Leia poema que batiza ‘Ruído branco’, o livro (multimídia) de Ana Carolina

26.out

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Cantora, compositora, instrumentista, pintora e videomaker, Ana Carolina se prepara para lançar o primeiro livro, de conteúdo multimídia como a produção da artista mineira. Ruído branco chega ao mercado literário até o fim deste ano de 2016, através da Editora Planeta, com reunião de poemas, pinturas, letras e textos inéditos de Ana. Eis o poema que dá título ao livro Ruído branco, lançamento já esperado com ansiedade pelo fiel séquito da artista:

 

Ruído branco (Ana Carolina)
Sonata de cellos para indecisos
Militar na corneta a tocar no coreto
Caixinha de fósforo para os aflitos
Concerto de harpa pros desacertos

Batucada de alfaias para os novatos
Tambores rufando para os traídos
Compasso ternário para os gaiatos
A voz do GPS para os perdidos

Pra lavar a roupa o som da bacia
Pro vazio virada de bateria
Pra distraído só caixa e bumbo
Um ruído branco pra todo mundo…

Para excêntricos, som de fagote
Pífanos uivam para os ciumentos
Som de whatsapp para a resposta
Uma valsa antiga para o casamento

Som de vinil para os modernos
Som de Nintendo 3 para os nerds
Som de oboé para os inseguros
Som eletrônico pra dançar duro

Bate estaca para os que estão só
Som de abrir lata pro vagabundo
Bate coxa e sanfona para o forró
Um ruído branco pra todo mundo…

Guitarra elétrica pros barulhentos
Com pedaleira para os decididos
Guitarra flamenca para as bem amadas
Desafinada pra as mal cantadas

Ária em maior para idealistas
Apito de guarda para os ruins de roda
Apita o juiz o fim da partida
DJ drum n’ bass pro desfile de moda

Trumpete e surdina para os sonhadores
Som de vó roncando para os insones
Um sampler com som do mar profundo
Um ruído branco pra todo mundo…

Flauta doce pra fazer um lifting
Um tango pra tristeza enganar
Som urbano pra quem usa piercing
Gaita de fole pra quem quer chorar

Baixo fretless pros destemperados
Som de sirene para os larápios
Piano de cauda pros apaixonados
O som do silêncio para os mais sábios

Para estudiosos canção atonal
Cajon e djembê pra tocar em conjunto
Para os foliões marcha de carnaval
Um ruído branco pra todo mundo…

Para as rezadeiras, o soar dos sinos
Para os desiludidos, um samba-canção
Música clássica pros eruditos
Diapasão para afinar a discussão

Zumbido de abelha para apicultores
Som de trovão para o firmamento
Para os ritmistas, som de tambores
Para os velejadores, o som do vento

Barulho de concha para os românticos
Para os bebês o som dos cânticos
Todos os sons tocando juntos
Um ruído branco pra todo mundo…

 

(texto: Mauro Ferreira G1)
(Crédito da imagem: Ana Carolina em foto de Leo Aversa)

http://g1.globo.com/musica/blog/mauro-ferreira/post/leia-poema-que-batiza-ruido-branco-o-livro-multimidia-de-ana-carolina.html

 

 

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